Vou esquecer minha vida
Esquecer o que faço
o que deixo de fazer
Estou cansada
de ficar presa nessa teia
desse inseto faminto
Estática, inválida, inerte
Destinada a pernanecer
Na gaiola do sempre
Enclausurada em expectativas
Sem braços sem pernas
esteiras apenas
abrindo o destino
mostrando quem devo ser
BASTA!
Vou acender a fogueira
pôr a boca no trombone
quero ver acontecer
BASTA!
dessa sujeira enorme
quero uma enchente, um dilúvio
quero ver o que vai ser.
by the way, esse é um texto que eu escrevi no começo do ano passado, e ia ter continuação, mas eu acabei desistindo. encontrei há um tempo em uma pasta e até gostei do que li. espero que vocês também.
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